Rodei na mídia

Vez ou outra o Rodando pela Vida (encarnado pela sua dona) está aparecendo pela mídia. Então resolvi organizar (e ir adicionando aos poucos) cronológicamente e contextualizar um pouquinho essas aparições.


  • 2018

Neste ano vivemos momentos muito importantes para o blog. O primeiro momento, em Julho, quando uma série de tweets meus sobre a política de BANIR canudos plásticos em empresas e cidades viralizou. A repercussão foi tanta que teve de Buzzfeed a jornal e até atriz famosa falando da gente:

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Um dos assuntos que mais ouvimos ultimamente foi: abolir o canudo plástico. Eu sempre vibro ao imaginar os milhões de canudos plásticos que NÃO irão parar nos mares e florestas. Isso é bom pra todos. Porém, dia desses acabei esbarrando em um posicionamento da Marina (@rodandopelavida) sobre outro ponto MUITO importante na discussão. A Marina é PcD (Pessoa com Deficiência) e questionou se “As pessoas que comemoram o fim do canudo plástico, que é dobrável e não machuca, nunca tentaram dar nada pra um PcD como eu beber.” Parei pra pensar se nós, pessoas sem deficiências, ao ‘tomarmos’ essa decisão de abolir o canudo de plástico, levamos em consideração as NECESSIDADES REAIS de pessoas que dependem do canudo de plástico pra se alimentar. Pessoas que não possuem coordenação nos membros, necessitam de canudos flexíveis para tomar qualquer líquido. Empresas prometem ELIMINAR em poucos anos os canudos de plástico de suas lojas. Um obstáculo para que PcDs possam ir até um estabelecimento e peçam um simples café. Hoje temos opções de canudos reutilizáveis ou biodegradáveis, mas que AINDA ASSIM, geram algum tipo de dificuldade para pessoas com deficiências. Esses são exemplos que a Marina apontou: Metal: pode machucar, não é posicionável, caro para o consumidor. Bambu: pode machucar, não é posicionável, caro para o consumidor. Vidro: pode machucar, não é posicionável, caro para o consumidor. Silicone: não é posicionável, caro para o consumidor. Acrílico: pode machucar, não é posiconável, caro para o consumidor, não dá pra usar com líquidos quentes. Papel: pode engasgar, não é posicionável, não dá pra usar com líquidos quentes. De macarrão: pode engasgar, pode machucar, não dá pra usar com líquidos quentes. O texto foi longo, mas a discussão é bem maior e precisa de atenção. Mesmo quando achamos que estamos fazendo um bem inquestionável, precisamos refletir sobre privilégios. Quero saber o que vocês acham, qual o caminho? Convido TODOS a emitirem suas opiniões, quero dar mais um passo nessa discussão. Diminuir a produção já é um avanço, mas o que mais podemos fazer? Obrigada, Marina. Por me apresentar seu lado em NOSSA história. Vivendo, aprendendendo e evoluindo.

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Em Agosto, representamos as mulheres com deficiência de biotipo não padrão na segunda edição do projeto “Mulheres (In)Visíveis”, o primeiro banco de imagens das mulheres que a publicidade brasileira não mostra, só com mulheres “reais”. Pra mim foi uma honra poder participar desse momento de visibilidade de uma camada da sociedade tão numerosa, mas tão silenciada e apagada. O “Mulheres (In)Visíveis” é um projeto da 65/10, com patrocínio da Adobe:

Ainda fui convidada pelo projeto a escrever sobre a sua relevância e o texto “Eu não me vejo por aí” foi originalmente publicado no Medium da 65/10.


  • 2017:

Colaboramos com o Buzzfeed Brasil na publicação “14 frases que você deveria parar de dizer para cadeirantes”


  •  2016

Participamos da criação em grupo da hashtag #ÉCapacitismoQuando que foi um manifesto nas redes sociais na data em que se comemora o Dia Internacional da Pessoa Com Deficiência. A hashtag viralizou e chamou tanta atenção para o termo e comportamentos capacitistas que a coluna “Virou Viral”, da Revista Veja, quis bater um papo comigo sobre isso e publicou a entrevista “Por trás da #ÉCapacitismoQuando”.